Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Nas Bombas de Gasolina

Porque é que nas bombas de gasolina tem sempre de existir uma fila enorme de um dos lados, só porque as pessoas não querem esticar um bocadinho a mangueira e dar a volta ao carro?!! É que chegam a esperar que 4 e 5 carros atestem, para que finalmente possam pôr combustível "do lado do depósito", mas será assim tão difícil esticar a mangueira?!!
Imaginem que as marcas de automóveis, optavam todas por pôr as tampas do depósito do lado direito dos respectivos automóveis, aí é que ia ser bonito, era ver as filas a chegar à estrada, quais dias antes do aumento da gasolina, era ver as filas de pessoal a quem lhes baralha a mente dar a voltinha ao carro com a mangueira a merendar na "bicha" (salvo seja).
A única razão que me ocorre para que algumas pessoas não se tornem mais espeditas a encher os depósitos, é acreditarem que isto realmente é possível de acontecer.


De qualquer forma este era um dos casos em que não havia o inconviniente de optar pelo lado do depósito, antes pelo contrário, uma vez que não havia mais ninguém nas bombas, aliás, tinha sido deveras aconselhável.
COPRYTING: © este texto é uma idéia original, criado após uma constatação e por sugestão da Martocas G. Mendes :)

Aí está...

Mais um grande lançamento com o alto patrocínio de "Os Maiorais". Desta vez com Sean Riley and the Slow Riders e a abrir Rodriguez o Vocalista/Baterista de Born a Lion, que pasmem-se também toca guitarra e canta a solo (tou a brincar, não há razão para ficarem pasmados).
Este é mais um concerto que promete, mais um grande nome da nova música Portuguesa que está agora a iniciar a divulgação do seu primeiro álbum. Não vou estar aqui com grandes dissertações acerca da qualidade dos músicos, já ouvi excelentes críticas acerca deles, já ouvi e tenho ouvido o cd e sim é verdade vai ser uma grande malha. Mas pronto isso já vocês sabem, não é? Não?!!! Então para os mais distraídos podem informar-se melhor aqui, aqui ou aqui.
Então até dia 3, já este Sábado no In'a'Bar. Farewell.

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Após uma manhã cinzenta nada como...

Uma manhã ensolarada, com um sorriso rasgado para fazer a barba a cantar (longe vão os tempos em que fazia a barba de semana a semana), a ouvir Rita Red Shoes no rádio/despertador/base de Ipod e a combinar para logo ao jantar, a refeição na melhor companhia na Tasca do Joel.

Pois é, roam-se de inveja, hoje vamos saborear um belo tinto enquanto nos decidimos entre, javali com castanhas, bacalhau à Joel, entre outras iguarias.

Com este início de dia tudo rola, já dei as minhas aulas por hoje e agora só me resta gerir o tempo (entenda-se livre, pelo menos de grandes preocupações) e pensar no fim-de-semana, bem também tenho reunião com o meu orientador de mestrado amanhã, mas vistas bem as coisas o que é que isso interessa, no dia a seguir continua a ser sábado. Bom fim-de-semana.

P.S: com sorte ainda chegamos a tempo disto.

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

Como uma manhã podia melhorar...

Acordei com um dia cinzento e custou-me imenso a levantar da cama, estava de chuva e o sol que me tem brindado, logo que abro a janela, todos os dias estava bem escondido. Praguejo sozinho enquanto me despacho e digo mal da vida neste início de dia sisudo. Pelo caminho não me apetece chegar ao destino e quando lá chego não me apetecia lá estar.
Está de chuva uma boa parte da manhã e um frio do caraças, desisto de combater o dito cujo e vou ao quarto buscar o casaco. A manhã continua a não me correr bem apesar dos meus esforços para contrariar a tendência negativa com que o dia nasceu, parece que não acerto.
Eis senão que me desperta a vontade de correr e depois de durante toda a manhã ter visto toda a gente a chegar encharcada depois das respectivas corridas matinais aqui no burgo, penso é mesmo disto que estou a precisar.
É verdade, gosto imenso de correr com uma boa chuvada, de preferência daquelas diluvianas.
Ao ver mais uma turma partir, saio disparado para o balneário equipo-me, passo pelo gabinete de instrutoress e digo "vou correr". Pergunta "Tás doente?!". Sorrio e parto. É que a chuva nestas ocasiões parece que me lava a alma e leva com ela as chatices e problemas.
Arranco com algumas nuvens e penso para mim "isto não tarda ferra-se a chover e aí é que vai ser". Pois nada mais errado, abre um sol do caraças e faço todo o bendito percurso da corrida como se fosse uma ensolarada manhã de Verão.
Conclusão é meio dia e esta foi uma manhã de merda.
Ainda assim vou para o circuito de treino concluir a manhã desportiva, é que pode ser que ainda chova antes de almoço.

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Hoje no Público

Com direito a chamada de capa "James Watson prova que prémios Nobel também dizem asneiras".
Só pode ser falta de atenção, pois ainda há não muito tempo o Saramago disse que devíamos ser uma província espanhola.
Contudo a estupidez do Zé, não é tão grande como a do James, que afirma ao The Sunday Times, acerca dos negros, "Todas as nossas políticas sociais se baseiam no facto de a inteligência deles ser igual à nossa, quando todas as provas mostram que não é bem assim".
Ora estupidez por estupidez o Saramago ainda ficou um bocado atrás, ainda para mais quando depois vamos ver que Watson já afirmou coisas como "uma mulher devia poder abortar se soubesse que o seu filho iria ser homossexual" entre outras pérolas.
Apesar de fazer este ano 85 anos o nosso nobel da literatura ainda não está tão senil como o nobel da medicina, que ainda "só tem" 79. O que posso eu dizer disto?! Medo, muito medo, é que se ele também se aguentar até aos 85 ainda pode dizer muitas barbaridades(ver aqui).
Não devia ser possível retirar os prémios Nobel a pessoas que dizem tamanhas estupidezes? Género como se faz aos atletas quando se descobre que as medalhas foram obtidas com recurso a doping.
É que está provado, que com afirmações deste género, só obtiveram tamanha distinção por alguma falha no sistema de avaliação.

Ata o atacador senão cais.

Mas já alguém viu isto acontecer a uma pessoa com mais de 6 anos de idade e com uma coordenação que se considere minimamente aceitável?! Pois eu não, é que os atacadores não são tipo jibóia.

Sexta-feira, Outubro 12, 2007

A Máfia das Limpezas, as Senhoras e os Sindicatos

Hoje em dia, qualquer grande espaço tem a necessidade de uma equipa de limpeza que assegure a higiéne necessária ao seu funcionamento e longe vão os tempos, em que as empresas ou instituições contratavam directamente o pessoal necessário para essas tarefas. Nos dias que correm há firmas especializadas em tudo e os serviços que tratam do asseio dos mais diversos locais não são excepção. Desde aeroportos, centros comerciais, hospitais e outros que tais, incluindo o meu local de trabalho e mais própriamente as instalações que me cabe a mim assegurar que funcionam (para quem não conhece aproveito para convidar para me visitarem).
Ora desde há uns tempos para cá, a pouco e pouco, tenho-me vindo a aperceber de como funcionam estas empresas de limpeza, não faz parte do meu trabalho, mas ao lidar com as pessoas vamos ouvindo versões de uns, queixas de outros, exigências e preocupações. Devo confessar que o meu conceito de "empresa de limpeza" era um bocado mais à frente do que tenho constatado, eu pensava em alto profissionalismo, organização e planeamento de tarefas, estudos de área a limpar, que produtos usar, materiais apropriados para tudo e mais alguma coisa, pessoas que sabiam ao fim e ao cabo aquilo que deviam fazer e que o faziam bem.
É aqui que começa a história das máfias, estas entidades com número de identificação fiscal para o exercício das lides da higiéne, não passam ao fim e ao cabo de angariadores/exploradores de mão de obra, não como seria desejável qualificada, mas antes daquela que está disponível ou seja as típicas senhoras da limpeza que esmeradamente limpam muitas casas particulares por aí. A grande diferença começa a notar-se na qualidade do trabalho, é que se em nossas casas exercemos um controlo directo e às vezes sabe Deus, nas "grandes empresas de limpeza", esse controlo é muito mais difícil de obter, pois quanto menos pessoal mais lucro tem o patrão e existem muitas senhoras a limpar por muito pouco dinheiro.
Claro está, o patrão exige mas remunera mal, as senhoras reclamam, mas trabalham o menos possível e se der para descansar a vassoura e escapar da esfregona não hesitam. Surgem então os sindicatos, esses salvadores dos oprimidos, que colocam entre a espada e a parede o patrão, ameaçando-o com intimações, queixas, greves, plantões e muitas atribulações, para que os operários vejam defendidos os seus direitos. Mas como ninguém está cá para trabalhar de borla, é vê-los chegar em grandes carros e bem vestidos, defender não todos os trabalhadores mas aqueles que do seu parco ordenado lhes pagam para falarem alto nas reuniões gerais.
Já assisti a uma destas reuniões (por acaso estava no estacionamento do aeroporto enquanto decorria) e devo dizer-vos que é caricato ver uma dezena de senhoras com ar sofrido a olhar para dois paspalhos a usar termos técnico-jurídicos para justificarem que devem continuar sindicalizadas, pois o patrão não paga, mas vocês devem continuar a fazê-lo porque nós o chateamos e "eles até já estão com medo, da última vez até nos receberam, nunca tinham feito isso". Desculpem lá, mas não devia ser o estado a impôr regras a estas empresas e fiscalizá-las, a lei não devia proteger os bons e punir os maus.
É que com bons patrões, podíamos ter bons empregados e nunca vi os sindicatos a tratarem de assuntos de pessoas satisfeitas, mas azar dos azares têm sempre de cobrar aqueles que menos têm.
Os sindicatos até são úteis, mas nestes casos não estamos a falar de grandes questões do estatuto profissional, mas sim de direitos básicos, dos mais essênciais de qualquer trabalhador e de pessoas que não deviam sentir-se obrigadas a dar-se ao "luxo" de dos seus tostões descontarem para um sindicato. Os problemas desta gente são grandes e não arranjam trabalho melhor fácilmente, mas fazem o trabalho que tem de ser feito e que muitos não querem fazer, alguém devia olhar por elas sem terem de pagar por isso.
As empresas que não têm condições de pagar e de prestar um bom serviço, que é o caso que temos aqui entre mãos onde trabalho deviam pura e simplesmente fechar e os seus responsáveis responderem perante a justiça. Porque o que me lixa é ter de ouvir os subordinados dos outros e ainda por cima ficar com o trabalho mal feito.
Se de vez em quando até é engraçado ouvi-las a discutir umas com as outras, dizer mal desta e daquela, outras vezes há em que temos mais que fazer e elas também.
A gota de água foi ter aqui à porta uma reunião sindical e terem-me perguntado "quer que limpe isto com esta máquina e estes produtos?!" ao que eu tive de responder, "Está a ver este símbolo aqui? Não tem nenhuma esfregona, pois não? É que eu não percebo nada de limpezas, muito menos dos produtos e aqui tenho oito instrutores que dão aulas, não que fazem limpezas e quero é isso limpo, por isso faça como entender, porque eu nem sequer mando em si, sim?!"
Mas no fundo no fundo eu até compreendo, hoje viraram-se foi para o lado errado e eu não estava com paciência para as incentivar a mandar vir com o patrão.
Acho que vou fundar um sindicato, o dos espaços que precisam de ser limpos, mas que são servidos por patrões incompetentes, empregados predolários e sindicatos da tanga.

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

A Grande Diferença

A grande diferença entre canta autores e one man band's, é que nos concertos dos primeiros normalmente está tudo doido a curtir

e nos concertos dos segundos só pode estar tudo parvo para ir lá assistir.

Já para não dizer que os One man band fazem a festa e os canta autores fazem festas... no pêlo.