Tem sido um pouco a minha vida, traçar metas, cumprir objectivos e ser feliz com aquilo que sou, com tudo o que conquistei, que ainda não é nada mas que tem sido tudo o que tenho desejado. A minha vida é por isso um grande empreendimento que ainda nem a meio vai, mas vai, vai no prazo, vai por onde a levo e acordo dia a dia com uma sensação de dever cumprido, não para com ninguém, mas especialmente para comigo. Tenho sido sempre mais, com a noção de que para isso posso às vezes ser menos, aqui e ali, sou menos filho para ser mais estudante, sou menos profissional para ser mais amigo, sou no fundo eu, multifacetado, sou eu plural, duro, sentido ou sentimental, eu sou por tudo, valho por esta multiplicidade, por entender que não há ninguém como eu, mas que por isso não sou mais nem menos do que eu, do que ele, esse outro que nos é mais ou menos próximo e com o qual nos identificamos ou então não.
Levo os dias tranquilo enquanto faço e sinto o que sou e compreendo que dificilmente, podia ser mais ou menos, apenas ser o que sou.
Podem dizer o que quiserem menos que não posso chegar onde quero, porque estou onde desejo e caminho para onde os sonhos me conduzem. E até hoje não houve sonho que me fizesse dele desistir. Sei que quero mais e não vou ficar por aí, ainda me faltam cumprir os anos que estão por vir e não tenho outra solução senão dar a esta vida cheia mais uns dias de emoção. Nunca páro e quando me dizem "é difícil", torna-se mais fácil, "não és capaz", é porque já sei que o vou mesmo fazer, "vales menos" e aí já sei, não há nada a dizer, porque não querendo ser mais, já o fui não tendo essa pretenção de o dizer.
Sou o que sou e por isso me podem julgar, faço o que quero e por aí também podem ir, não queiram é olhar à volta, não digam que de futuro, porque o futuro a Deus pertence e hei-de fazer o que fiz até hoje, ser eu e lutar sempre mais por aquilo que quero, trazer os sonhos à vida e torná-los realidade.
Hoje gosto de ser o que sou e amanhã tudo indica que também.